O curso tem o objetivo geral: aprimorar nos discentes e/ou profissionais, seja da área da saúde ou da área de humanas, formas humanizadas de comunicar notícias difíceis, respeitando e acolhendo as singularidades humanas. O objetivo geral desdobra-se nos objetivos a seguir:
1) Oportunizar discentes, profissionais da saúde, agentes de pastoral hospitalar, voluntários de pastoral hospitalar e comunidade em geral estratégias técnicas e humanizadas para realizar a comunicação de notícias difíceis na assistência à saúde.
2) Enfocar a importância da equipe multidisciplinar nos cuidados em saúde, e suas interfaces sociais, científicas e filosóficas frente a uma urgente mudança de paradigma: ‘do curar para o cuidar da pessoa’.
3) Discorrer sobre a integralidade da pessoa humana e o processo de finitude, como também, no processo de luto.
4) Compartilhar experiências sobre a importância do serviço de capelania hospitalar, bem como, os limites éticos que orientam a comunicação com enfermos e familiares.
5) Enfatizar a urgência de saber se comunicar com pacientes e familiares de pessoas em cuidados paliativos, como também, a realidade experienciada dos profissionais (paliativistas) que se confrontam de perto com a vulnerabilidade humana.
Os temas de estudos que serão abordados no curso serão:
– O agir comunicativo em saúde e o papel da linguagem no desenvolvimento humano.
– Modelos de comunicação.
– Comunicação dialógica em Paulo Freire e ação comunicativa em Habermas. Comunicação como barreira de segurança nas organizações de Saúde.
– Protocolo de Disclosure e comunicação em eventos adversos.
– Qualidade na comunicação e seus desdobramentos: na relação sistêmica familiar.
– Equipe multidisciplinar, interdisciplinar e transdisciplinar.
– Para quem e com quem eu comunico? O ser humano para além da sua dimensão física.
– Anamnese espiritual do enfermo: a condução de uma comunicação humanizada.
– Como cuidar dos que estão partindo.
– Luto e luto antecipatório.
– O que as pessoas que estão morrendo podem nos comunicar do ponto de vista teológico.
– A comunicação do capelão no processo de acolhimento aos enfermos e enlutados.
– O desafio de comunicar a morte de um paciente aos familiares.
– A função social da capelania hospitalar frente a morte e o morrer.
– O que ninguém te conta sobre ser paliativista e o que fazer para melhorar esse cenário.
– Dilemas, limites e aprendizagens de quem cuida até o último instante.
– Como comunicar a indicação de um paciente aos cuidados paliativos.
– Cuidados paliativos, fase final de vida e processo ativo de morte.